terça-feira, 2 de junho de 2009

Incrüsmans




A vida, muito menos que a morte, diz que o ar é tragável!
E que tragando esse ar se vive, por tanto tempo quanto enche o peito!
O peito cheio, o coração pulsante, o amor romântico diria: - ó coração vazio!
Mas não há vazio, somente calor e frio./
Calor quando abre a porta, frio quando fecha. Espero que o peixe respire sua água e encha o seu coração. A casa está triste, mas a linha que permite a tristeza faz a alegria ser mãe também. E a mãe mostra que a alegria se leva no outro, no pequeno, mas grande, no menino que é um gurizão. A moça que faz a frente e leva o lápis apontado na ponta do nariz, ralha. Sempre ralha pois é do feitio de toda moça não se acostumar com maldade. Mas quando acostuma também, só o que apronta é o que faz. O dia da moça, do menino, da mãe, do frio e do calor, todos bastarão. Ficarão estáticos no tempo, ao modo antigo, percorrendo as costuras do casaco como guia, para enfim perceberem que não pararam em momentos lineares, mas morreram ao deixar o ar tragável fora dos pulmões.
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O frio desce sobre a serra.

Financiarte

financiar: Prover recursos, dinheiro,linha de crédito,estrutura financeira ou física, para que um determinado objetivo seja alcançado, gerando assim de forma futura um reembolso dos valores ou dos bens, geralmente com juros que foram financiados, responsabilidade essa que é do Financiado.
arte: !!!!!!!!!!!!!!!!! (expressão?)

Bom, não tenho muita propriedade sobre o tema, porém gostaria de discorrer "etimológicamente" (aspas irônicas) sobre o termo. Financiarte. Financiar a arte. Financiar-te. Mas quem é esse que fala que vai me financiar? Por acaso é meu pai? É sim, é o nosso pai, meus bons companheiros. O Estado, dado como um pai. Ele vai mais uma vez salvar essa parcela que urge tanto por um pouquinho de sua bagatela mortadela. E vai nos financiar a arte. Obrigado paizinho. Desde de tanto tempo você assume esse papel tão caro a nós.

Porém muda o nome. Um nome não é nada.

O porquê do financiarte: "...reflexão em torno da mudança apoiada pela Comunidade Cultural que fornece dados e sugere mudanças, como as que foram sugeridas na Conferência Municipal de Cultura de 2008, e que são contribuições das áreas culturais em torno de pontos gerais e específicos, além de serem contribuições da CAS em seus seis anos de intensa atividade, agora sugeridos pela demanda em conjunto, reunidos e sistematizados pela Secretaria Municipal de Cultura como proposta." (retirado de: http://www.camaracaxias.rs.gov.br:81/ControlDoc.nsf/91456494701e2b1383256f9c00690533/cfed799c7e97ec33832575b7006a5c4f!OpenDocument )

Aguardamos o edital, que está na Câmara de Vereadores. Vamos lá buscar ou não?-------------------------------------------------------------------------------------------------

É muito importante que o grupo Manifestasol inteire-se sobre essa nova forma do Fundoprocultura. Além de regimentar os financiamentos, especula-se que ele apresente um novo modelo de avaliação dos projetos, dividindo as áreas em categorias, genêros. Por exemplo, a música será dividida por estilo musical, cinema e vídeo será divido por categoria (animação, documentário, longa etc), e assim por diante. Pindorália x Los Medonhos, ou Júlio 24 horas x Titanic serão apenas embates bizarros, comparações bestas ou dúbias. Uma profissionalização do processo. Será que veio com os estrangeiros? (Sem Fronteiras sem fronteiras)

Em tempo:

Um salve ao Musicaxias, pelo relevante trabalho junto à cena independente de Caxias. Força sempre! http://musicaxias.wordpress.com/


Um abraço solar: postem seus comentários




D'narte

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